Operação policial: MPSE arquiva inquérito sobre morte de quatro jovens em Sergipe

Promotoria estadual encerra investigação de operação policial no Conjunto Fernando Collor. Familiares das quatro vítimas contestam decisão oficial.

Por SERGIPE HOJE - Sergipe

O Ministério Público de Sergipe encerrou as investigações sobre a morte de três jovens e um adolescente durante ação policial ocorrida em dezembro de 2025, em Nossa Senhora do Socorro. A promotoria concluiu que os agentes não cometeram excessos e agiram dentro das normas legais para repelir agressões registradas no Conjunto Fernando Collor. As famílias das vítimas rejeitam a versão oficial de confronto e prometem solicitar a retomada processual. A defesa argumenta que o laudo pericial utilizado para embasar o encerramento do caso apresenta dados inconclusivos. O órgão estadual de justiça ainda não comentou o novo pedido de revisão.
Operação policial: MPSE arquiva inquérito sobre morte de jovens em Sergipe
Operação policial: MPSE arquiva inquérito sobre morte de jovens em Sergipe — Foto: Portal Ministério Público de Sergipe

O Ministério Público de Sergipe decidiu arquivar o inquérito sobre uma operação policial letal em Nossa Senhora do Socorro. A investigação apurava a morte de três adultos e um adolescente no Conjunto Fernando Collor. A confirmação do encerramento foi divulgada por familiares no telejornal SE2 nesta quinta (19).

Fundamentos do MPSE sobre a operação policial

A 2ª Promotoria de Justiça Criminal justificou a medida apontando falta de provas sobre excesso tático. O órgão estadual entendeu que os agentes atuaram rigorosamente dentro dos limites da lei.

Meios proporcionais

A promotoria detalhou que a equipe de segurança empregou métodos adequados à gravidade do cenário. A avaliação oficial concluiu que houve legítima necessidade de repelir agressões diretas contra a guarnição.

Vítimas e versões da ocorrência

A intervenção de segurança pública aconteceu em 18 de dezembro de 2025. O evento terminou com as mortes de Renato de Oliveira Santos, de 17 anos, Maycon William Nunes Santos, de 22, Max Williams Nunes, de 27, e Gladson de Jesus dos Santos, de 19.

Divergência de relatos

Familiares relatam que os mortos estavam dormindo quando os agentes invadiram a casa e iniciaram agressões. A Polícia Militar alegou no período que as mortes ocorreram em confronto e citou envolvimento do grupo com atividades criminosas.

Próximos passos jurídicos

Os parentes confirmaram que solicitarão formalmente a reabertura do caso. O advogado do grupo familiar afirma que a decisão ministerial utilizou um laudo pericial completamente inconclusivo. O MPSE não divulgou novos posicionamentos sobre esta demanda defensiva.