Maternidade em Sergipe realiza coleta inédita de células-tronco de placenta para tratamento de leucemia infantil

Procedimento foi solicitado pela mãe, com o objetivo de contribuir para o tratamento de leucemia do filho mais velho, em fase de quimioterapia.

Por SERGIPE HOJE - Aracaju

A Maternidade Santa Isabel, em Sergipe, realizou pela primeira vez a coleta de células-tronco da placenta logo após o nascimento de um bebê. O procedimento foi solicitado por Karla Cristina, mãe da criança, com o objetivo de ajudar no tratamento de leucemia do filho mais velho, que passou por uma recaída da doença no final de 2023 e voltou a fazer quimioterapia. Durante o tratamento, a família iniciou o cadastro no Redome, em busca de um doador compatível. Com a nova gestação, surgiu a possibilidade de compatibilidade genética entre os irmãos. A coleta de células-tronco da placenta e do cordão umbilical pode ser fundamental em casos como esse, conforme destacou a unidade de saúde.
Maternidade em Sergipe realiza coleta inédita de células-tronco de placenta para tratamento de leucemia infantil
Hospital e Maternidade Santa Isabel realiza coleta de células-tronco pela primeira vez. — Foto: Hospital e Maternidade Santa Isabel/Reprodução

Pela primeira vez, a Maternidade Santa Isabel, em Sergipe, realizou a coleta de células-tronco da placenta imediatamente após o parto. O procedimento, realizado na quinta-feira (17), foi uma iniciativa da mãe do recém-nascido, Karla Cristina, com o objetivo de auxiliar no tratamento de leucemia do filho mais velho.

Karla enfrenta a doença do filho desde 2020, quando ele foi diagnosticado com leucemia. Após entrar em remissão, a enfermidade voltou a se manifestar em dezembro do ano passado, exigindo o reinício da quimioterapia. Diante do novo desafio, a família buscou alternativas e iniciou o processo de cadastro no Redome (Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea), para tentar encontrar um doador compatível.

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Durante esse processo, Karla descobriu uma nova gestação. A chegada do bebê reacendeu as esperanças da família, já que há a possibilidade de compatibilidade genética entre os irmãos. A maternidade destacou que a coleta de células-tronco do cordão umbilical e da placenta pode ser utilizada em transplantes de medula óssea, o que representa uma possibilidade concreta de tratamento, dependendo da compatibilidade.