Viúva condenada por morte de procurador irá para prisão domiciliar

Por - Sergipe

[caption id="attachment_12398" align="aligncenter" width="757"] Anoilza foi presa em 2014, acusada de ser mandante do crime que matou seu marido. (Foto: SSP/SE)[/caption] Anoilza Santos Gama Melo de Araújo, mulher condenada a 31 anos e 8 meses de reclusão em regime fechado, por...
Viúva condenada por morte de procurador irá para prisão domiciliar

Anoilza foi presa em 2014, acusada de ser mandante do crime que matou seu marido. (Foto: SSP/SE)

Anoilza Santos Gama Melo de Araújo, mulher condenada a 31 anos e 8 meses de reclusão em regime fechado, por ser mandante do crime que vitimou fatalmente seu  marido, o procurador aposentado e ex-delegado de polícia civil António Melo de Araújo, cumprirá pena em regime domiciliar com uso de tornozeleira eletrônica por um período de 30 dias.

A mudança no cumprimento da pena foi concedida nesta terça-feira, 28, pela juíza Suzete Ferrari, da 7ª Vara Criminal, após um pedido feito pela defesa de Anoilza Santos Gama, que justificou a necessidade realização de exames específicos para diagnóstico de câncer de mama.

O advogado Edson Telles, que faz a defesa de Anoilza, revelou que exames realizados anteriormente sinalizaram a possibilidade de um câncer de mama. “A situação de Anoilza requer exames específicos que o presídio não tem condições de realizar. Os nódulos identificados estão em um grau elevado e é necessário fazer uma biópsia para evitar evolução do seu caso”, explica.

Ainda segundo o advogado, a prisão domiciliar de 30 dias pode ser prorrogada a depender do quadro médico de Anoilza. “Tudo indica que o prazo será estendido, porque dada as proporções, o sistema prisional acabou atrapalhando o tratamento dela, e como dito pela juíza, o Prefem não tem condições de manter o tratamento dela”, finaliza.

Na decisão, a juíza explica que quando a doença é grave e o estabelecimento penal não tem condição de prestar a correta e inadiável assistência médica, alternativa não há além do deferimento da prisão domiciliar. “No presente caso, constato que a executada se submeteu a procedimento cirúrgico de emergência nas mamas em outubro de 2020 e, em exame realizado em janeiro de 2021, foi constatada a presença de nódulos nas duas mamas. O mastologista solicitou, então, a realização de mamografia e PAAF. Ocorre que, até a presente data os exames não foram realizados e a direção do PREFEM informou que aguarda retorno da marcação pela regulação de exames e consulta do município e o requerimento está em análise e sem previsão da marcação”.

Relembre o caso

Anoilza Gama foi presa em agosto de 2014 ainda durante as investigações iniciadas pela Polícia Civil. Em 2019, ela foi condenada a 31 anos e oito meses de reclusão acusada de ser a articuladora do atropelamento que tirou a vida do do procurador do estado aposentado e ex-delegado de polícia Antonio de Melo Araújo.

Por Luana Maria e Verlane Estácio Infonet